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08
Set

Desempenho exportador das carnes na primeira semana de setembro de 2021

Desempenho exportador das carnes na primeira semana de setembro de 2021

Normalmente, os números da exportação de carnes da primeira semana de cada mês dão o tom das condições do mercado externo no período, possibilitando inclusive traçar as tendências para a totalidade do mês. Mas não com os resultados iniciais de setembro corrente. E por duas razões.

A principal é que os dados da SECEX/ME relativos à primeira semana de setembro (1 a 4, três dias úteis) trazem, embutidos, restos não contabilizados das exportações de agosto passado. E isto, se não impossibilita, invalida qualquer projeção.

Chega-se a essa conclusão partindo das médias diárias registrada no período. Por elas constata-se, de imediato, que os índices de incremento observados são exageradamente elevados: no tocante ao volume e comparativamente a setembro de 2020 (também com 21 dias úteis, como setembro corrente),aumento de 55% para a carne bovina, de quase 74% para a carne de frango e de mais de 93% para a carne suína.

Já em relação à receita cambial – e na mesma base de comparação, setembro de 2020 – os aumentos observados dobram em relação à carne suína (100,54%) e chegam a 120% e 125% para, respectivamente, as carnes bovina e de frango.

Ou seja: será preciso aguardar os resultados desta e da próxima semana para se obter um retrato mais realista do atual comportamento exportador das carnes. E, mesmo assim, será difícil chegar a um quadro fiel do setor, pois os dados sempre estarão distorcidos pelas informações iniciais do mês.

Outra ocorrência que, ao menos por ora, torna artificiais as projeções para a totalidade de setembro decorre da detecção, na semana passada, de dois casos atípicos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB ou Doença da Vaca Louca). Quer dizer: o País entrou na segunda semana do mês enfrentando a suspensão das exportações de carne bovina para a China – medida adotada pelo Ministério da Agricultura do Brasil em função de protocolo bilateral para casos (mesmo atípicos) de EEB e que afeta praticamente a metade das vendas externas do segmento.

Levando em conta caso anterior (cujo equacionamento levou cerca de duas semanas), entende-se que essa suspensão seja de curta duração. Mas isso depende, agora, das autoridades sanitárias chinesas, para as quais o MAPA enviou, de imediato, os esclarecimentos técnicos pertinentes.

De sua parte, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), primordialmente comunicada da ocorrência, considerou o caso encerrado já na segunda-feira, 6, mantendo o status brasileiro para a doença de “risco insignificante”. Aguardam-se, agora, novas informações do MAPA, pois ontem (7) estava previsto contato da Ministra Tereza Cristina com as autoridades sanitárias chinesas.

Fonte: Notícias Agrícolas

Imagem: Pixabay

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