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05
Jan

Negócios esquentam com “apagão” de boiadas gordas e aquecimento das exportações de carne bovina

Em algumas regiões do Mato Grosso, o valor pedido pelos pecuaristas gira em torno de R$ 325/@, enquanto em São Paulo o "boi-China" é negociado por R$ 350/@, informam as consultorias do setor
Negócios esquentam com “apagão” de boiadas gordas e aquecimento das exportações de carne bovina

Nesta terça-feira, 4 de janeiro, o mercado brasileiro do boi gordo esquentou, resultando na retomada do movimento de alta na arroba, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

O viés altista deve-se sobretudo à enorme dificuldade dos frigoríficos em encontrar lotes de animais terminados nas principais praças pecuárias do País, além da recuperação dos embarques brasileiros de carne bovina, favorecidos pela reabertura do comércio com a China, após um longo período de embargo.

Entre as regiões pecuárias, destaque para o aquecimento do mercado nas praças do Mato Grosso, onde os preços da arroba foram impulsionados pela disputa envolvendo as indústrias locais e também compradores de outros Estados.

Nas praças mato-grossenses, os últimos lotes negociados foram fixados em até R$ 315/@, mas a pedida agora gira em torno de R$ 325/@ (valores bruto), informa a IHS Markit.

Além disso, frigoríficos de menor porte presentes no Mato Grosso optaram por elevar a compra de fêmeas em função do melhor custo-oportunidade, acrescenta a consultoria.

Nas praças do interior de São Paulo, o valor de referência do boi gordo gira ao redor de R$ 340/@ (preço bruto e à vista), mas há relatos de negociações envolvendo boiada padrão China (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) por até R$ 350/@, destaca a IHS.

Os analistas da Scot Consultoria detectaram acréscimo diário de R$ 8/@ nos preços do boi gordo e da vaca negociados nesta terça-feira nas praças paulistas, enquanto a cotação da novilha gorda avançou R$ 5/@.

Dessa maneira, segundo os dados da Scot, o macho terminado está apregoado em R$ 333/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 310/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Para o “boi-China”, acrescenta a Scot, já há negócios por R$ 350/@.

Nas praças de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, os preços do boi gordo seguem firmes, relata a IHS.

Na região Norte do Brasil, destaque para as altas da arroba do boi gordo nas praças de Tocantins e Rondônia, onde as escalas de abate dos frigoríficos evoluem de forma irregular em função da oferta apertada de boiadas gordas.

Na região Nordeste, os preços do boi gordo seguem estáveis nas praças da Bahia e do Maranhão, devido à fraca atuação de ambas as pontas do mercado.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estagnados nesta terça-feira. O fluxo de negócios segue irregular, cadenciado pela cautela entre os agentes do setor.

Por outro lado, a baixa disponibilidade de mercadoria por efeito da irregularidade dos abates diários tem garantido suporte aos preços dos cortes bovinos.

Embarques crescem – De acordo com dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em dezembro passado, o Brasil exportou 126,92 mil toneladas de carne bovina in natura.

O total embarcado teve um incremento de 56,5% frente ao resultado de novembro de 2021. Já no comparativo anual, o volume exportado registrou uma queda de 10,9% sobre dezembro de 2020.

A reabertura do mercado chinês e russo, associado ao processo de consolidação da presença do produto brasileiro em outros importantes mercados consumidores, como os EUA, tem neutralizado os possíveis impactos negativos que seria ocasionado pela inconsistência do consumo doméstico de carne bovina, observam os analistas da IHS Markit.

Entre os três principais exportadores de carne bovina na América do Sul (Argentina e Uruguai), o Brasil ainda possui o preço pago da arroba (em dólar) mais baixo, o que torna o produto nacional mais competitivo no exterior, destaca a IHS.

Fonte: Portal DBO

Imagem: Portal DBO

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